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Achados da alma

É tão lindo quando nosso ser se encontra em outro ser, quando a alma reconhece atributos tão similares aos seus e provoca uma sensação de felicidade e pertencimento ao outro, seja na amizade, no relacionamento amoroso ou no familiar, o encontro de almas é um mistério que não se pode compreender tão fácil a partir desse plano.
É apenas o sentimento que funciona como aferidor, a sensação é única e com um gostinho de nostalgia, como se estivesse revivendo outro momento, outra felicidade, em outro espaço de algum lugar do grande universo. É perceptível e visível para qualquer um, o quanto somos agraciados quando esses encontros acontecem, o quanto somos energizados e amados. A verdadeira manifestação de quem somos acontece quando encontramos os iguais.
As almas dos iguais são diferentes em apenas uma coisa: o corpo que habitam. No mais, é um composto de luz universal, pureza celestial e amor advindo da grande fonte, não esqueçam que desde lá somos puros e perfeitos. Dentro dessa nossa capa …

Sonhar agora, realizar amanhã talvez

Já ouviu falar que não se deve ir com muita sede ao pote? Ou que comer com muita fome pode não ser tão prazeroso? Nesse mesmo sentido, digo que quando realizamos depressa demais nossos sonhos, acabamos por encontrar o vazio mais rápido, os sonhos que ainda não se realizaram são como lenha para nossa chaminé em dias frios e chuvosos.
É necessário sentirmos tudo o que é atrelado à eles, até mesmo sofrermos com a agonia do quase, com a frustração do tentar de novo e com o adiamento da realização por conta de um foco repentino. A verdade é que antes de realizar é necessário se sentir realizado, a expectativa não pode ser unicamente o sonho, é necessário estar de bem com a vida para que haja algum efeito.
Raul cantava: “é chato chegar a um objetivo num instante”. Isso é uma verdade irretocável, a satisfação, o prazer e o maravilhoso sentimento de felicidade só virar quando você for capaz de criar um caminho longo e duradouro, onde seus passos sejam bem mais que objetivos supérfluos, e que su…

Trem

Vejo a cidade da janela Passa rápido, depressa Sinto que é bagatela Ficar vidrado nessa
A paisagem que linda é  Me traz uma sensação  De choro e dor no pé Que ultrapassa o coração
Se descer terás que ver Prefiro por aqui ficar Toda a gente a perecer Sem um reino para reinar 
Da janela me sinto só Mas também seguro Não é problema, sei de có Jamais atravessei o muro

De cor

Colorido não é Diferente já foi Beleza de fé  Amor pra nós dois
Azul, preto e cinza Tudo escuro, cor Tão leve que desatina Esse imenso amor 
Preto e branco  Sem vida, ida Antes manso Hoje um gorila
Apontado, o menino Por ser ele de cor  Seu nome foi Gino Chocolate bordô



Árvore da vida

Quase redonda Com seus galhos Sem muita onda Não tem retalhos
Frutos sem vida Beleza sem pudor Árvore da vida  Cheia de amor
Grossa no caule  Exuberante na folha Pura vaidade  Sabe-se doutora 
Dá-se sombra Um pico de dor Ninguém a tomba Sem sentir seu sabor
Árvore da vida Tua beleza se fez Numa linda caída  Das folhas outra vez



Sem essa

Não tenho educação Porque o estado não quis Só se eu fosse burro Para esse destino infeliz 
Aceitar, não dizer nada Não sou eu, não é de mim Vou pra rua, da calçada  Quero o direto do sim 
O sim para humanas  Para os pensamentos Não sou cabeça de anta Tenho meus adventos
Se o rei não tem estudo E faculdade ele não gosta Eu recuso esse jugo Vamos deixar de prosa
Quero agora revolução  Mudança de verdade Sem essa de tesourão  Quero mais dignidade

Imperial

Quero apenas uma Para o calor espantar  Pode ser mais uma Para o coração acalmar
Mereço um pouco mais Juro que não terminei Sei que não, jamais Apenas uma eu ei 
De conversar tanto Após copos e copos Depois do império caído Já não ter mais assunto como tópico
A última já não recordo  Só sei que deve haver Se por fim ou por decoro Quero terminar de beber