Às vezes ser cidadão do mundo é ser bipolar a todo tempo

Por tantas vezes a vontade de desistir é mais forte que tudo, me encontro no escuro da vida e penso em não seguir em frente, eu cidadão do mundo, me canso de andar por aí e não poder me expressar, pois ninguém vai entender a dor que eu sinto, a menos que sinta igual. 

É um sentimento ruim, uma sensação horrível, de ser estrangeiro em um mundo hostil e individualista. Sempre imagino como seria se alguém pudesse descrever a sensação de querer o bem do outro tal qual se quer o seu. Eu finjo que não vejo, dou pistas de que não escuto, apenas para não expor ainda mais meus bizarros momentos deprimentes. 


É algo de deixar qualquer um triste, de arrancar a alma de quem é fleumático. Como bom pisciano, me vejo num labirinto místico, que divide a vantagem de ver a alegria do outro e a força inigualável de continuar sem contar e nem esperar por ninguém. Não existe uma cura sucinta, não há um efeito mágico, porém existe algo que nasce em cada um de nós, a esperança. 


Essa é a casa dos seres de luz, que a usam para me transportar toda noite a um lugar de refrigério e paz. Mesmo em meio a loucura dos dias, mesmo diante das catástrofes do mundo, me encontro onde jamais pude imaginar que chegaria. Conheço o meu eu de verdade, sou triste, sou melancólico, sou fleumático na maioria das vezes. 


Essa é uma manifestação típica para quem vive em demasia nesse globo que nada mais faz além de girar. Minha alma rir, meu espírito se alegra. Meu corpo não é capaz de suportar tamanha felicidade. Talvez você tenha lido no início sobre uma grande amargura. Não estou em contradição, como cidadão do mundo vivo isso constantemente. Porém sou alguém, lá, em outro lugar, melhor do que fui e serei aqui.

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