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Mostrando postagens de Dezembro, 2018

Vou e volto

Eu sou mesmo assim Vou e volto Como a dança do mar Como a brincadeira do sol Como a manhã que chega  E o dia que se vai... Esqueço, perdoo e perco Nesse teu olhar de moça  Nessa tua cabeça  Desvairada, descompensada Cheia de neuras E insegurança  Ainda sim te quero Mesmo quando as linhas Tortas ou retas Pararem de fazer sentido Eu vou e volto

Qual o seu pedestal?

Temos todos nós um ou mais pedestais, seja a brisa da praia pra uns ou o conforto de um audi pra outros. É algo que alimenta nosso senso de sermos grandes, que de forma supérflua nos torna pseudos felizes e até realizados. A casa na praia pra uns, o grande amor pra outros, a conta recheada de números positivos pra alguns e a lista gigante de contatos para tantos outros.
Acaba que nos apoiamos e decidimos que nosso mundo não pode ser completo sem eles, esses pedestais geram dependência e são responsáveis por uma impressão um tanto quanto distorcida de nós mesmos para o mundo e do mundo para nós. Isso é neutro, nunca foi ruim e nem bom, foi, é e sempre será um artefato que pode ser usado a favor ou contra. Agora a pergunta que não pode deixar de ser feita é: você consegue viver sem seus pedestais?

Talvez um dos seus pedestais seja útil pra mim, outro deles por ser útil pra outro alguém e a grande maioria deles apenas tomam tempo e lugar que deveriam ser destinados a você. Já parou pra pen…

Quem representa quem?

Confesso que desde cedo fui condicionado e porque não dizer obrigado a ser independente, em todos os sentidos possíveis, desde o desempenho escolar até a realização de desejos. Tive que escolher, nem todas as escolhas foram boas, houveram muitos erros, alguns arrependimentos e muitos resultados satisfatórios, tudo me fez ser quem sou hoje. Agora já responsável por mim, em definitivo, consigo vê que não mudou quase nada, o peso é o mesmo, hoje até mais leve, embora os problemas tenham mudado de nome e a complexidade aumentado, sinto que consigo vencer qualquer parada.
Essa independência prematura me fez entender que o melhor representante de você é você mesmo, não digo isso por conta do debate em torno do lugar de fala, mas porque quando nos representamos, assumimos a responsabilidade que a nós é devida, tiramos o peso das costas de quem não precisa carregá-lo, somos mais resistentes, compreendemos melhor o impacto de nossas ações e em como podemos transformar nossos arredores. 

Esse pro…