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Mostrando postagens de Janeiro, 2019

Cara amassada

Cara amassada  Noite mal dormida Roupa não passada Sem pinta de artista
Vida bagunçada Sem amor pra esperar Casa arrumada Nem devia estar
Do futuro nada vem Do presente é  Quase nada Não me atento ao que tem Pois da vida não quero nada

Por você

Não me importo de tentar Tuas histórias ouvir  Teus mistérios desvendar Tua alma sentir
Os contos sem nó As conversas de ti Sem um pingo de dó Não quero partir
Se teus olhos deixarem Se tuas mãos vierem Os meus lábios falarem No meu corpo diferem

A noite

A noite é silêncio É solidão a noite Algo vem à tona Meus olhos abertos
Meu coração vazio Meus braços abertos Meu sorriso frio Meu primeiro afeto 
A noite é triste É toda sem você Sem o som enfim Nada a merecer

Otimizar

Gosto de jogar coisas fora Se fosse apenas coisas Deixo o tudo ir embora Embora eu precise de pessoas 
O tédio não se vai  Fica entulhado no ar As vontades passam E eu só sei chorar
As palavras sem sentido Os sentimentos com dor É sim, falta de abrigo Ou quem sabe de amor

Sobre ele

Ele acreditou que a saudade Era feita de sonhos Que tudo era vaidade A efeito de um homem
Poderia ele mudar o mundo  Se diferente pensasse Quisera ele fazer mudanças  Talvez isso acabasse 
Suas palavras ficaram Como folhas de um temporal Voaram pra todo lado Até chegar o carnaval

Eu aceito

Quero tudo o que o destino me reserva Quero as dores e os amores As idas e as vindas As boas e quase boas coisas
Quero a ansiedade pelo amanhã  Quero o medo por não conseguir A tristeza de tentar novamente  E o privilégio de tudo isso viver
Quero as inconstâncias As incertezas e certezas  Quero a necessidade  De mim e de você

No meio do todo

A quantidade de gente Parecia areia do deserto A solidão não era diferente Era amor sem afeto
As palavras vazias Os conselhos sem fim Não eram estrelas guias Os que ocupavam o jardim
Faltava ainda poesia As cantadas ao anoitecer Era tudo o que seria Uma alma pra morrer

Te deixo ir

Sem circunstâncias quero ser Um pouco de mim quero deixar Esse teu amor de morrer Quero aos poucos me afastar
Quero como o sal do mar Deixar tudo como deve ser As impurezas levar E o teu beijo esquecer
Mas se uma chance vier O todo quero perder Não precisa ser de pé  Eu aceito como quiser

Tímido

Eu encaro às vezes Olho de lado  Te digo o que penso Até o último estalo
Não imagine como eu Nem tente adivinhar Apenas pense no seu Que muito há de ganhar
Pelas várias dúvidas Pelo sim ou pelo não  São palavras, últimas  Que saem do meu coração